Sábado de nevoeiro em São Miguel

 O fim-de-semana do Dia dos Namorados foi passado em São Miguel, a maior ilha do arquipélago dos Açores. Partimos na sexta-feira, ao final do dia e voltámos domingo à noite. Aterrámos no aeroporto João Paulo II por volta das 20h15 e fomos recebidos por um senhor da TAP, muito simpático, que na realidade tinha vivido em Setúbal até aos 27 anos e depois, quando foi a São Miguel, conheceu uma mulher "que não me deixou regressar ao Continente". Este senhor, que não se arrepende da sua escolha, deixou-nos no nosso hotel com um mapa e muitas dicas.
 Fizemos o check-in, deixámos as malas no quarto e saímos logo para um restaurante ali na rua, aconselhados pelo nosso amigo da Abreu. No "A Favorita" comemos um queijo fresco com massa de pimentão e um delicioso bife, cheio de alhos e pimento. Para fazermos a digestão decidimos ir passear até às Portas da Cidade. Como não sabíamos o caminho decidimos perguntar a uns senhores, que também tinham jantado ali, que nos deram as indicações necessárias, mas depois, quando passaram por nós de carro, nos ofereceram boleia. Aceitámos, pasmados com tamanha generosidade.



 As Portas da Cidade, com características do barroco micaelense, o típico contraste entre branco e basalto, são o ex-líbris da cidade. Tirámos umas fotografias (claro!) e demos uma volta naquela zona. Depois de feito o primeiro reconhecimento de Ponta Delgada regressámos ao hotel e pusemos o sono em dia.

 O sábado começou com um super pequeno-almoço de hotel, tal como nós gostámos, que até teve direito a bolo lêvedo. Foram entregar-nos o carro de aluguer e mal nos despachámos fizemo-nos logo à estrada! Tínhamos planeado começar por ver a Lagoa das Sete Cidades, mas assim que fomos para esse lado da ilha vimos que estava nevoeiro, por isso desistimos (seria impossível ver o que quer que fosse) e seguimos caminho para a Lagoa do Fogo (do outro lado).
 Enquanto íamos na via rápida víamos nuvens cinzentas e choveu um bocado, mas não se via nevoeiro...mas assim que começámos a subir a Serra de Água de Pau ficámos desanimados, pois não se via nada! Chegámos ao topo e nada...só nevoeiro cerrado. Seguimos caminho até à Caldeira Velha e, felizmente, aí já se via como deve ser. Estacionámos, pagámos entrada (agora está tudo arranjado e até tem balneários) e lá fomos relaxar para a cascata de água quente férrea.




 Depois de um belo "banho de imersão" seguimos para a Ribeira Grande, à procura do tão aconselhado restaurante da Associação Agrícola de São Miguel. Posso dizer-vos que aquele foi dos melhores bifes que já comi! Ficámos maravilhados!
 Já de barriga satisfeita fomos visitar a Fábrica de Chá da Gorreana, que tem o título de fábrica mais antiga da Europa. Com o conhecimento todo sobre o processo do chá, seguimos para a Ribeira dos Caldeirões, um parque no concelho do Nordeste que tem uma cascata fantástica, moinhos de água e antigas casa de moleiro. Ficámos apaixonados por este sítio!



 Para terminarmos o dia decidimos acabar de dar a volta à ilha, seguindo a estrada que estávamos a fazer e parando em alguns miradouros. Apercebemo-nos que este lado da ilha não está tão bem tratado (com as estradas esburacadas) e que atrai pouca gente.



 Tivemos de ir até à Ribeira Grande, passando pelas Furnas, para apanharmos novamente a via rápida. Aí íamos tendo um acidente (que o Luís evitou com os seus reflexos) por causa do nevoeiro...apesar de irmos devagar, num segundo não tínhamos nada à frente (ou melhor, não se via um palmo à frente) e no segundo a seguir estava uma vaca enorme, completamente desorientada! O Luís travou a fundo e virou o volante para a esquerda, a vaca passou e o Luís voltou a pôr-nos na nossa faixa (afinal de contas com aquele nevoeiro tínhamos de ser rápidos), em segurança.
 Chegámos a Ponta Delgada já eram sete e meia da tarde, fomos tomar um banho ao hotel e saímos novamente, para jantar.

Comentários

Sofia Amaral M. disse…
Adoro os Açores! Que saudades!

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